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“”Sentir ciúmes é a inveja que o “outro” seja feliz sem aceitar domínio da minha carência e falta de auto-estima”

“O Ciúme é a Inveja que o outro Seja Feliz primeiro, sem meu  Domínio.”


“A Inveja é Desejar o Desejo de Ser ou apossar-se da Realização do Desejo do Outro”

Divã do Psicanalista

O Divã da Psicanálise é onde a “Alma” pode se abrigar para expressar  seu “inconsciente” verbalizar a  sua história  sem medo, sem culpa, sem julgamento ou compensações.

É no Divã que a palavra  têm a mais ampla liberdade, pela de associação livre de idéias; vamos ao mergulho do submerso mundo das idéias, emoções, desejos e recalques da  Mente Humana.

O  “inconsciente-humano é um grande lago de profundezas ilimitadas”.

Não existe um único motivo que justifique a procura de tratamento psicanalítico ; Mas é importante quem em dado momento de nossa vida, vamos procurar uma reorientação e rever nossa conceituação existencial na via da Psicanálise.

Ir para análise pode ser motivado por diversos motivos que vão desde uma necessidade de fazer a catarse da sua vida e existência, como também para buscar preencher a sensação de grande vazio, medos, tristeza, angústia, ou mesmo de sintomas variados, doenças psicossomáticas, depressão, ou mesmo pela necessidade de promover mudanças na vida ou de aceitar as perdas, ganhos ou a necessidade de essas mudanças levem ao “Conhece-te a Ti Mesmo”.

O que é uma análise ?
Como pode auxiliar ?
No que pode ajudar ?

Durante as sessões de análise, a pessoa diz o que lhe vier à cabeça (fala, relata suas frustrações, fantasias, sonhos, e temores)  o Psicanalista, por meio da escuta  e da associação livre de idéias do analisado faz as devidas interpretações, auxilia o analisado a descobrir  as suas questões ocultas e da linguagem do  seu (inconsciente).

 Muitas vezes é nesses conteúdos “inconscientes”  que se abriga a causa  de muito sofrimento e o acompanhamento psicanalítico pode ser de inestimável valia para o analisado.

Desta forma, busca-se o sentido dos conflitos, do vazio, da solidão e  da insatisfação ,  os sintomas que o analisado apresentando vão ajudá-lo a  saber a respeito de seus desejos reprimidos e poderá ao longo da análise ir inclusive interpretando seus próprios sonhos.

O Psicanalista é aquele que escuta a “Alma” num amplo sentido científico que embora o “Inconsciente” seja um mundo abstrato, o Psicanalista é o profissional que escuta o “Inconsciente” através da “fala” e é  nisso reside  a diferença entre  a Psicanálise e e uma conversa com um amigo.

O Psicanalista é um profissional que se especializou  na escuta do “inconsciente” e, portanto, trabalha fundamentado com a ciência Psicanalítica e se utiliza de suas técnicas e não está se baseando em opiniões e valores pessoais de uma relação de amizade ou de familiares.

A Psicanálise não existe para uma questão moral e não visa dar conselhos como fazem os amigos, família, ela visa a re-orientação do “psiquismo humano” segundo a própria Psicanálise.

Podemos salientar, no entanto, que é fundamental que o analisado se dedique na análise, evite faltar as sessões pois esse investimento é em “si-mesmo” um avanço para um melhor sentido da sua vida, pois até as faltas, ou atrasos dentre outras situações é motivo de análise e não para desistir  da análise.

Adotar uma postura de dedicação e confiança no Psicanalista é isso que durante as sessões de análise uma verdadeira conquista do conhecimento sobre si mesmo, isso é essencial do processo analítico.

 

 

 

“As forças naturais que se encontram dentro de nós são as que realmente curam nossas doenças.”
Hipócrates

 

 

 

 

 

 

 

 

 Amor x Paixão

O rompimento de um vínculo afetivo é quase sempre um processo muito doloroso e de muita aflição.

Mesmo quando é a própria pessoa quem decide se separar, ou a forma como acontece um rompimento de uma relação, tudo isso pode ser muito traumático (para um lado ou ambos) e a cura dessa ferida nem sempre vêm pela aceitação da perda e do perdão.

E aqui “perdão” é sim uma grande perda que temos que aceitar, consentir e aceitar a “perda normalmente nem sempre. Mas perdoar a aceitar a perda de achar que tevê alguma razão. Perdão é um per-dão; pessoa que doa, libera.

As “perdas” estão muito mais ligadas às paixões que o “Amor” de verdade que poucos conhecem e o vivenciam.

Ainda há de tomar muita cautela com o “Ciúme” que é a inveja que o outro seja feliz primeiro e sendo livre de domínio ou controle da paixão, possessão do outro.

Tudo isso via de regra acompanhado de muito sofrimento e dor. São poucos e raros os “casais” que são maduros o suficientemente que após “separados” ficam amigos superficialmente o suficiente para serem justos em suas “separações” e nas demandas judiciais.

Na maioria das vezes têm-se todo um processo de isolamento, de somatização e depois vem um processo de punição ou castigo; pois ambos os lados na maioria das vezes querem julgar e punir e “sempre a culpa é do outro (a) e nunca de si próprio pelo fim da relação” e agem muito mais pelo ímpeto da paixão do que pelo Amor de verdade.

Mas por quê?

Para responder essa questão, precisamos refletir muito a respeito do espaço e qual era o tempo que cedíamos a (esse alguém) ou que achávamos que amávamos.

A maioria das pessoas cresce e vive com o sonho “

O Mito de Princesa e Príncipe” de encontrar um grande Amor da sua Vida, que vai completar seu vazio ou suas faltas, carências da vida e isso muito perigoso, mas encontram mesmo sempre na maioria das vezes é uma grande paixão e poucos encontram o Amor.

Muitos quando encontram esse grande “amor” da sua vida; não sabem nem discernir o que é Paixão ou o que é Amor.?

Na maioria das relações afetivas humanas, existe sempre as “Tranferências Negativas” Muitos tratam depois de algum tempo de projetam no seu amor ou na sua paixão. Projetam nele suas frustrações, carências, emoções reprimidas e seus próprios defeitos. Daí termina não há  “relação” que perdure.

Assim com os “Rompimentos” prosseguem em busca de outra pessoa que não lhe contrarie com as suas frustrações ou expectativas neuróticas e de carência.
Assim, muitos vivem com a ilusão de que um dia será “feliz para sempre” ou que para ser feliz espera-se num “amanhã” longínquo e quase nunca no hoje; e digo o hoje é para ser vivido feliz sim como se houvesse o amanhã também.

Existe o pensamento de ilusão do ser humano sempre achar que a “Felicidade sempre está no Outro” com o “outro”. Afinal, a felicidade absoluta e a existência de alguém ser capaz de nos preencher em todas as nossas necessidades e desejos são coisas quase impossíveis de existir.

Mas a maioria das pessoas precisa alimentar essa ilusão, esse mito para viver, para sonhar ou protelar para “amanhã” a descoberta de sua felicidade interior.

É neste tempo do “amanhã” é que muitos de “nós” somos extremamente “enganados”, pois colocamos nossa chance de Felicidade num “amanhã” para cuidar de outras questões pessoais, familiares ou profissionais.

A vida afetiva de um “Casal” foi feita para ser renovada todas as manhãs; com base em sua Cultura, sua fé e a criação que recebeu dos seus pais. Na Vida a dois é preciso agir como se fossemos uma planta que sempre necessita de respeito, “cuidados” atenção do sol, chuva, sombra e repouso.

Quando somos amados ou amamos! Sentimo-nos reconhecidos, únicos, especiais e indispensáveis para o outro. E os sentimentos opostos só aparecem quando nos separamos ou quando surgem algumas provações para o relacionamento.

Diferenciar o Amor e a Paixão não é tarefa fácil somos acometidos de um enorme vazio, uma sensação de sermos solitários, “descartáveis”, de que estamos “sem chão” ou da sensação que não vamos suportar.

Sentimos-nos isolados, tristes e perdemos o prazer em coisas que antes nos interessavam não nos cuidamos da mesma forma. Nosso pensamento de ilusão é de uma completude, que acaba que parece não conseguimos sonhar a vida fica meio sem graça.

O que fazer então?

Muitos são os conselhos: “Dor de amor se cura com um novo amor”, “Não fique triste, ele (a) não ti merece”, “Existem muitas pessoas no mundo” e alguns depois de “separados” se abrigam na sua fé.

Embora existam pessoas insubstituíveis em nossa Vida, hoje nós estamos vivendo como se tudo pudesse ou devesse ser substituído e só acordamos para isso às vezes um pouco tarde demais.

Evidente que existem aquelas pessoas que apenas passam por nós para nos ensinar a amadurecer e a aprender a diferenciar Amor e Paixão.

Mas voltando ao rompimento “afetivo” será que devemos nos permitir a tristeza?

Creio que sim. É fundamental que, após o rompimento de uma relação afetiva, possamos passar por um processo de luto, momento para que ficamos mais reflexivo, isolado e nos questionamos a respeito de várias coisas de nossa vida.
Nesse sentido, apesar de ser um processo aflitivo, não há problema nenhum se ficar alguns meses sem vontade de sair com conhecidos, amigos, se chorarmos com freqüência e não nos interessarmos em encontrar alguém, mas isso não pode se prolongar por muito tempo. Pois a vida se renova a cada dia.

Este período de crise “luto” serve para que possamos nos conhecer melhor, avaliar como nos colocamos nas relações-afetivas, quais são nossos valores, o porquê de termos nos interessado por determinada pessoa, a avaliar até aonde podemos estar implicados naquilo que levou ao fim do relacionamento é o “Afeto que Afeta”.

Nunca se esqueça de uma coisa o “outro” muitas vezes é apenas o “Reflexo” de mim mesmo. (do que Eu Sou e não me Aceito).

Todos são capazes de se renovar e se reerguer para uma nova relação, sem sofrimento punição ou vingança.

Se formos capazes de enfrentar este momento de vazio e tristeza, sem a urgência de preencher imediatamente nossas vidas com um novo relacionamento.

Temos mais chances de, depois de ultrapassada esta fase, estabelecer uma relação mais tranqüila, que vá ao encontro de nossos desejos com mais maturidade.

Amor só foi feito para quem presta atenção, para quem é solidário e têm  cuidado um do outro, e isso exige tempo e cumplicidade.

Paixão é apenas o ímpeto da posse, do possuir da satisfação individualista e egoíca.

Ressalta-se que o processo de luto do “Rompimento Afetivo”  pode demorar algum tempo, já que não se elabora uma perda de uma hora para outra.

Até porque existe ainda o “posteriori” o sentimento de culpa pelo rompimento ou a forma hostil do rompimento.

No entanto, se depois de passado muito tempo à pessoa ainda se sentir muito triste e incapaz de estabelecer novos relacionamentos, é indicado que procure ajuda profissional e faça algum tipo de psicoterapia.

Muitas pessoas acabam procurando um Psicoterapeuta, quando se separam.

A psicanálise pode ajudar nesse processo de crise, sendo uma oportunidade de se questionar, de rever onde podemos ter incorrido em “processos transferênciais” negativos dentro da relação “afetiva”  e não ficar paralisado.

Tendo em vista que a maioria das “relações-afetivas” entre homem e mulher, entre a vida social e familiar podem ser “relações de despejo de transferências negativas” de nossas frustrações, raiva, ressentimento e repreensões psíquicas que estão abrigadas no inconsciente e na sua maioria oriunda da criação e de sua infância individual.

Nós somos a “soma” de nossa criação e  de nossos relacionamentos anteriores; “O Outro muitas vezes é apenas o nosso Espelho, Nosso Reflexo do que Somos só vemos no Outro”.

Fica aqui o ponto a se refletir se isso nos trouxe mais maturidade e amadurecimento suficiente para doação do Amor porque Amor primeiro se doa para depois receber.

Fica a recomendação Importante aos pais, educadores e autoridades públicas que sempre indiquem e recomendem para que busquem ajuda com os profissionais da área de saúde psíquica, Mental e comportamental com relação aos jovens, principalmente as (Mulheres) quando as relações afetivas terminam se rompem, se separam  muita “violência contra a Mulher” poderia ser evitada, é preciso diferenciar; amor e paixão.

É preciso saber que o Amor gera estabilidade, confiança mesmo em tempos de “provações”  Amor é dedicação de tempo, nunca punição, violência ou morte.

As paixões são importantes, mas são perigosas e possessivas; algumas terminam em tragédia, pois dá vazão a “sociopatas e psicopatas” que estavam adormecidos no Inconsciente.

Por isso recomendo atenção dos pais, educadores e familiares, pois a falta de uma melhor atenção, acompanhamento e orientação profissional; que deve ser procurado por pais, educadores e autoridades públicas com certa antecedência podem evitar muita violência  num rompimento afetivo.

A  paixão quase sempre  desconhece os limites e sempre chega antes do Amor.

O Amor não têm pressa, não têm fronteiras, nem distância, nem o tempo o envelhece. Com o passar do tempo ele apenas se enobrece exalta confiança, equilíbrio e partilha.

Já a Paixão é uma cerca invisível de espinhos onde ambos os lados saem feridos e machucados “Sem conhecer-se de Verdade um ao outro”.

 

Coríntios 13:4-8: “O amor é  benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece . Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha.”

 

www.drluiz.com

 

 

 
“O verdadeiro Poder começa na Palavra”…

O pacifista Mahathma Ghandi, advogado, foi um iluminado pensador Indiano que na sua vida nos leva a reflexão sobre a liberdade, a palavra e o uso do verdadeiro sentido do poder humano.

Deveríamos estar atento aos ditames e domínios da natureza instintiva e primitiva do nosso ser, pois esse  humano ainda abriga a hostilidade e fraqueza de se praticar o Mal por carência de origem uterina.

Embora na visão de Gandhi, o verdadeiro poder e autoridade do homem não consistem em ato de violência física, mas sim numa atitude de presença metafísica; algo abstrato, espiritual ou psíquico.

Digo isso não se trata de fazer algo, ou de algum novo contexto de fundamentação religiosa ou dogmática, mas simplesmente de ser alguém.

Quando um homem conquista o verdadeiro poder, toda a antiga violência acaba em benevolência.

Se o mundo está tão hostil e violento é porque está justamente enfraquecido e carente e com muitas questões interiores, psíquicas e abstratas por se resolver.

A violência é sinal de fraqueza, o barulho demais é sinal de “solidão” é sinal de desafeto que por si é apenas refletido no meu semelhante, no meu próximo no meu vizinho.

O meu julgamento ou critica ao outro é na verdade apenas uma “Negação” de que na verdade o outro é apenas o meu reflexo que me diz ! Quem realmente sou e não admito.?

Reflexão é palavra sagrada até em instituição de sabedoria milenar oriental.

A benevolência é indício do verdadeiro poder.

Os grandes mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita mansidão e benevolência.

Essa poderosa força, na qual estamos todos mergulhados, mantém o universo em movimento, e faz com que se criem até novos mundos a cada instante, novas oportunidades, novas possibilidades,  renovações a cada momento.

É essa força que faz pulsar o coração dos abutres e dos colibris, dos bandidos e dos homens de bem, na mais harmoniosa mansidão, que mantém nosso universo em movimento e Evolução.

O verdadeiro poder é a palavra mas ele se expande misteriosamente em silêncio.

Mesmo a temível morte, nesse instante passa a ser a mensageira da liberdade, chega de mansinho e, como hábil anjo, que rompe os laços que prendem a alma ao corpo.

Libertando-a do seu cativeiro físico.

Assim se expressa o verdadeiro poder: sem ruído, sem alarde e sem violência…

Sempre que a “palavra poder” lhe vier à mente, lembre-se do Sol e de sua incontestável mansidão: Nasce e se põe em profundo silêncio; e move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela sem a quebrar.

O Sol acaricia as pétalas de uma flor sem a ferir, e beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar.

Em tempos de tanta violência e de tanta ambição pelo poder, estas palavras, é que são plenas e dignas do verdadeiro poder.

O poder da palavra é tão grande e tão intenso nas emoções humanas que a própria palavra se funde ao pensamento, e o pensamento movimenta nossas moléculas e células do nosso corpo.

As vezes não falamos mas pensamos, que falamos! às vezes pensamos e falamos sem pensar, e algumas vezes pensamos e falamos ao mesmo tempo. Em ambas as tríades  situações pode se manifestar um estado de paz, quietude, mansidão ou também um estado de conflito, doença e caos emocional.

Se diga de passagem é o poder da palavra “Pensamento”  através da associação livre de idéias é objeto básico do divã da psicanálise freudiana.

Vejamos em nossas vidas o poder exercido pela mídia, o poder exercido por alguns políticos, ambiciosos, famintos e com sede de poder, isso tudo pode ser nada mais é que uma fraqueza, uma falha terrível carência uterino-psíquica que denota psiquismo carente afetivo no qual em sua profundeza reside muita frustração,  que nos a vã impressão de que é poder ou autoridade.

O verdadeiro poder é benevolente, é silencioso como o sol, é curativo como homeopatia cura sem ferir e sem agredir.

Filosoficamente dizendo posso afirmar que a própria palavra expressa, dita pode vir carregada de pleno silêncio, paz, como também poder expelir, ódios, ressentimentos e frustrações desconhecidas até desconhecidas da consciência e da razão.

Quando o ser humano descobrir o verdadeiro poder, e o poder da palavra, vai curar seu coração, e conhecerá que o verdadeiro amor que pura doação, vem de dentro e não de fora. Isso nas relações afetivas humanas vai gerar respeito ao próximo, como a ti mesmo. Assim  todas as pestes, doenças e pobreza estarão fadadas a ser banida da terra sem nenhuma violência.

Luiz Mariano é Psicanalista www.drluiz.com

 

 

O poder da Escuta

 

 

O poder da “Escuta” é imprescindível para psicanalistas, psicoterapeutas, terapeutas, educadores e principalmente para estudante de psicanálise que deve se desenvolver o poder da Escuta.

 

Mesmo que o estudante não vá exercer psicanálise em clínica analítica como uma ocupação diária ou ocupação laboral remunerada.

 

Desde inicio do seu percurso psicanalítico, na sua formação em psicanálise, deverá desenvolver a escuta em sala de aula, nas dinâmicas em grupo, em seu estágio na prática restaurativa e multidisciplinar sob supervisão do seu analista.

 

Desenvolvemos muito na “Escuta” principalmente ao fazer a nossa “análise” pessoal não só onde o analista vai acolher a sua fala pela “escuta”; mas o permitirá e favorecerá condições para que o analisado desenvolva-se na arte da “Escuta”.

 

A escuta nos permitirá conhecer melhor a nós mesmos, para ser construída uma ponte para nossa “travessia”. Nós tentarmos auxiliar o “outro” na sua travessia seja de sofrimento, angústia e aflições que na maioria das vezes o que se sabe que foi toda uma vida sem “escuta” e sem fala do inconsciente..

 

A escuta é que nos mantém em equilíbrio no labirinto de nossas vidas.

 

No Zen-Budismo, E em algumas religiões e filosofias a “Escuta” é o pilar de contato com a divindade, escuta da palavra, escuta da pregação, escuta dos hinos e canções.

 

É na escuta e com silêncio que se cria uma trilha ou um único caminho para se chegar à divindade, seja para atendimento de pedidos, preces ou orações.

 

É na postura de silêncio e humildade que a supomos serem “Escutadas” por um poder superior do bem e maior que todos através da nossa fé, a escuta é essa ponte de “ligação”.

 

É preciso na vida sempre se escutar. E para o aprendiz de psicanálise é preciso aprender a “Escutar-se” a si mesmo primeiro.

 

É preciso:

 

Escutar as autoridades e as leis.

 

Escutar os Mestres.

 

Escutar os Professores

 

Escutar os alunos.

 

Escutar os Líderes Religiosos

 

Escutar nossos amigos.

 

Escutar nossos pais ou representantes dos mesmos.

 

Escutar nossos filhos.

 

E é somente nessa  travessia da “Escuta” que vamos aprender a caminhar com equilíbrio e sabedoria onde o escutar nos ensina a ver o que ninguém mais vê.

 

Quando não se desenvolve a escuta, fica  em evidência nossa impossibilidade e dificuldade de interagir para “escutar” fidelizar parceria analítica.

 

Por isso é imprescindível terapeutizar-se (analiticamente)  para aprendermos a “escuta” que nos ensina a ver.

 

Aqui escutar é no sentido para “pensarmos e filosofarmos”.

 

Você sabe Escutar?

 

“Escutar” é deixar o outro falar livremente sem tentar impor a minha opinião, julgo ou visão do meu suposto saber.

 

É essencial na sua formação analítica e a todo seu percurso psicanalítico.

Que concientize-se que  escuta nos ensina a ler e interpretar a linguagem da Alma, do  inconsciente da humanidade.

 

É na “escuta” que aprendemos a ver os atos falhos, chistes, lapsos de memória e o uso da linguagem “antitética” das palavras.

 

Na “escuta” em que desejos reprimidos, recalcados ou melancólicos encontram uma travessia terapêutica sem contra-indicações ou efeitos colaterais embora não exista “análise” sem resistência ou algum sofrimento psicossomático ou abstrato.

 

A escuta é uma arte que exige treinamento, disciplina e aprimoramento continuado que infelizmente nem sempre nos atemos para sua grande valia.

 

A escuta nos ensina a ver sempre através das palavras e gestos a linguagem do inconsciente.

 

Afinal “O Corpo Fala” e a escuta nos ensina a ver o que quase ninguém mais vê.

 

Embora a palavra seja o objeto da Psicanálise pelo qual o inconsciente pode se comunicar-se ou expressar-se. Sem a escuta do analista não existe  psicanálise.

 

Sem a escuta do aluno ao Mestre ou o professor não existe quase nenhuma aprendizagem.

 

É preciso aprender a escutar, e essa trilha muitas vezes é solitária e poucos de nós sabem escutar sem retrucar ou opinar uma palavra.

 

Onde no processo analítico a intervenção do analista numa “fala” sempre deveria ser para que o analisado se posicionar ou ver por outros horizontes.

 

O analista não dever  julgar, recriminar, culpar a nenhum tipo de escuta.

 

É de suma importância da “fala” do analisado, que também deverá estar atento também a fala do psicanalista nas “sessões” como forma de auxiliar na travessia dos conteúdos do inconsciente do analisado.

 

Nas sessões de análise a “palavra/falada”, é importante, mas a escuta do analista deve estar afinada e fidelizada aos conteúdos seja o que for  conteúdos reprimidos, recalcados, medos ou fobias que possam vir através da associação livre de idéias.

 

Essa é a máxima Freudiana, a escuta através da liberdade de associações livres de idéias, que oportuniza a “fala x escuta”.

 

É somente com muita dedicação e disciplina que podemos desenvolver o “Poder da Escuta”.

 

As doenças psicossomáticas ou reações somáticas simbólicas de nosso corpo desde que descartadas as possibilidades (clínicas, Infecciosas e orgânicas) nessas manifestações psicossomáticas só pode iniciar alguma forma de   tratamento através da escuta.

 

No exercício de diversas profissões, cargos podemos aperfeiçoar-se e amadurecer com respeitabilidade e credibilidade quando utilizamos a escuta para aprender a ver com sabedoria a praticidade do conhecimento.

 

“O primeiro dever do amor é escutar.”
Paul Tillich

 

Filósofo Alemão (1886/1965)

 

 

Luiz Mariano é Psicanalista e Professor de Qualificação

Procurador do I.B.F. Vinculado ao Ministério da Justiça – MJ

Especialista em Psicossomática Analítica

www.drluiz.com